Dar-se conta

 

Há um peso que teimamos em carregar – o peso da identificação com os nossos pensamentos.
Quantas vezes damos por nós completamente embrenhados no conteúdo da nossa mente, avivando sentimentos de tristeza, raiva ou ódio?
A nuvem de pensamentos paira sobre a nossa cabeça, mas como fazê-la dissipar?
A resposta está na observação isenta de qualquer juízo de valor, no momento Presente.
Convido-o a focar, neste instante, a atenção no seu pensamento. Observe apenas, como se as suas imagens mentais fossem meras ondas do mar. Deixe que surjam e desvaneçam. Não se agarre a nenhum pensamento. Agarrar dói.
Solte tudo quanto surgir na sua mente. Deixe ir.
Enquanto o faz mantenha a atenção também na sua respiração. Observe o seu corpo, a forma como reage aos pensamentos. Que emoções despertam em si?
Uma vez mais contemple sem julgar. Abra uma porta de compaixão e deixe-se inundar.
Compreenda da melhor forma que puder que não é aquilo que pensa ou sente. Quando se torna um observador atento de si mesmo adquire a capacidade de relativizar todos os eventos. Isto não quer dizer que vai deixar de pensar, sentir ou reagir. Não! Mas irá fazê-lo de uma forma muito mais consciente, desligando o modo “piloto automático”.
Traga consciência aos seus pensamentos. Um pensamento iluminado pela luz do “dar-se conta” é semelhante à luz da lua-cheia na mais escura das noites.

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